
O lançamento de um novo álbum de Kanye West costuma seguir um roteiro bem conhecido pelos fãs: rumores, atrasos e, quase sempre, algum gesto público de reconciliação. Desta vez não foi diferente. Antes de Bully chegar às plataformas, o rapper e artística e legalmente chamado de Ye, comprou uma página inteira no Wall Street Journal para pedir desculpas publicamente e se reuniu com um rabino, em um movimento interpretado como parte de sua tradicional campanha de reconciliação pública.
Na madrugada do dia 27 de março de 2026, cerca de uma hora após a meia-noite, Ye estreou o álbum em uma transmissão ao vivo no YouTube, realizada nos WePlay Studios em Inglewood, Califórnia. O evento contou com a presença de Travis Scott, Nine Vicious, CeeLo Green, Ty Dolla Sign e André Troutman. Ao final, Ye encerrou a sessão com “Runaway” (2010), um aceno amplamente lido como homenagem à sua própria herança artística.

Bully é o décimo segundo álbum solo de Kanye West e seu primeiro lançamento solo completo desde Donda, em 2021. O projeto estava sendo aguardado desde setembro de 2024.
A parceria com a Gamma e a controvérsia da inteligência artificial
O lançamento foi viabilizado pela nova parceria de Ye com a distribuidora Gamma, cofundada pelo ex-executivo da Apple Larry Jackson. Dias antes do lançamento oficial, um vazamento do vinil de Bully em 24 de março trouxe à tona uma versão com vocais gerados por inteligência artificial, gerando forte reação negativa do público. Em resposta, Ye publicou uma nova lista de faixas prometendo que a versão definitiva seria livre da tecnologia.
A promessa foi cumprida. A versão disponível nas plataformas de streaming não contém IA. Já a edição física mantém faixas exclusivas produzidas com a tecnologia, como “Highs and Lows”, “Mission Control” e “Losing Your Mind”. O que cria, na prática, dois projectos com identidades sonoras diferentes.
Sonoridade e colaborações
Sonicamente, Bully é descrito pela crítica como uma ponte entre 808s & Heartbreak (2008) e My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010), apontando para um Ye introspectivo, com texturas eletrônicas e letras mais emocional intensa.
A produção reúne colaboradores como James Blake, 88-Keys, The Legendary Traxster e Just Da 1 produtor Angolano que assina em quatro faixas como “King”, “Sisters and Brothers”, “Mama’s Favourite” e “Father”. As amostras musicais incluem clássicos como “You Can’t Hurry Love”, das Supremes, e uma versão de Stevie Wonder de “Close To You”, dos Carpenters.
Além de Travis Scott e Nine Vicious, o álbum conta com participações de CeeLo Green, Don Toliver, Peso Pluma, Ty Dolla Sign e André Troutman.
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