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Kid MC – O Incorrigível álbum (2010) / Sombra álbum (2013)

Dois álbuns clássicos do rapper Kid MC que deverias ouvir: O Incorrigível (2010) e Sombra (2013).

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Kid MC Rap Downlaod Mp3

Kid MC editou Caminhos em 2008 pela Mad Tapes, um dos discos que colocou o rap underground angolano no mapa da década. O álbum consolidou-o como um dos nomes mais discutidos do género no país, numa altura em que a editora dava tração a vários projetos do hip-hop nacional.

Nesses anos, Kid MC rimava sem filtro e não recuava perante ninguém que lhe tentasse tirar espaço. A treta com Dji Tafinha animava o meio, e faixas como “Velórios” fixaram-no como uma das vozes mais respeitadas, e temidas, do underground angolano.

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O conteúdo das letras tocava política, questões sociais e motivação pessoal. Esse foi o traço que os fãs mais associam à fase inicial da carreira: um discurso direto, colado à realidade do dia a dia em Angola.

O Incorrigível

Em 2010, dois anos depois de Caminhos, Kid MC lançou O Incorrigível, o álbum que muitos apontam como o seu trabalho mais marcante. O disco aborda a falta de democracia, o desemprego e a fome, e faz também uma leitura direta do estado do rap nacional na altura.

A lista de participações inclui Lancelot, Dapima, Fly Skuad, Dilman, Eliei, Drunk Master e Lucássio, entre outros. O álbum saiu num contexto de forte censura política, o que dá peso extra às letras de intervenção social presentes no disco.

O Incorrigível costuma aparecer em listas de álbuns mais influentes do rap angolano, embora falte confirmar a fonte exata dessas classificações antes de reafirmar o dado em publicação.

Sombra

Sombra deu seguimento ao caminho aberto por O Incorrigível. Nessa fase, Kid MC já tinha lugar garantido no meio e um público fiel a acompanhar cada lançamento.

Para uma parte dos fãs, Sombra foi o último álbum da fase que consideram autêntica na carreira do artista. Depois deste trabalho, dizem, Kid MC afastou-se do discurso de intervenção que definiu Caminhos e O Incorrigível.

Esta leitura é uma opinião de parte do público, não um facto comprovado: não há dados públicos que sustentem a acusação de que o artista “traiu” os fãs ou “se entregou ao sistema”.

O álbum contou com participações de Drunk Master, RAF TAG, Pretchina, Selda Bağcan, MCK, Paulo Matomina, Kool Klever e Bob Da Rage.

Dois Lados da Mesma Moeda

A fase seguinte materializou-se em Dois Lados da Mesma Moeda, lançado em 2016. O título resume, para parte do público, a mudança de discurso identificada depois de Sombra.

Comercialmente, o álbum teve alcance menor do que os três trabalhos anteriores. Para quem quiser revisitar o percurso completo do artista, Caminhos, O Incorrigível e Sombra continuam disponíveis nas plataformas de streaming e resumem quase uma década de rap de intervenção em Angola.

Written by
Airton Floriano

Editor-Chefe e Content Strategist do Portal Sobre HipHop Angolano, onde além de liderar a linha editorial, também atua como Gestor de Mídias Sociais, desenvolve conteúdos e campanhas que conectam a cultura Hip-Hop com milhares de pessoas.

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