
Ready Neutro voltou a mexer as águas turvas do rap angolano no dia 05, data do seu aniversário, ao lançar o single “Kaneta do Thor”.
“Kaneta do Thor” coloca Ready Neutro como alguém que se vê no topo da escrita, usa a metáfora do martelo para falar de impacto, força e precisão lírica. A Kaneta aqui não é só talento, é arma cultural. É escrita que pesa, que provoca e que chama resposta.
O single traz a produção RK100AP/Laton, citado por Ready como alguém com “Kaneta mais pesada que o NGA”. Essa referência não surge por acaso. Ela toca num ponto sensível do rap angolano, a hierarquia lírica e o reconhecimento público da escrita, algo que sempre definiu disputas históricas no movimento.
A cena fica ainda mais interessado quando se cruza com declarações recentes do Monsta, que numa entrevista afirmou não ter medo do Shankara e que consegue bater de frente tanto com Ready Neutro quanto com o próprio Shankara. Importa sublinhar que Monsta não iniciou o confronto, ele respondeu às provocações deixadas por Ready Neutro na faixa “Bem Vindo 2026”, lançada anteriormente.
Esse Matelo mostra que “Kaneta do Thor” não nasce isolada. Ela faz parte de uma sequência de lançamentos, respostas e posicionamentos que revelam um rap angolano atento, competitivo e consciente do seu espaço cultural. Não se trata apenas de beef, mas de disputa simbólica por respeito, narrativa e influência.
Do ponto de vista artístico, Ready Neutro aposta numa escrita carregada de subtexto, onde cada barra funciona como recado. A caneta é apresentada como identidade, e o aniversário vira apenas o gatilho para um lançamento que reforça marca, postura e presença no Rap.
O single já está disponível nas principais plataformas de streaming como YouTube, Spotify e Apple Music, para ampliar o alcance e colocar o debate lírico num espaço acessível ao público. Isso reforça a maturidade do rap angolano, que hoje discute-se cultura, técnica e ego criativo dentro de circuitos profissionais.
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